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Principais Termos do Mercado Financeiro que você precisa conhecer!

O mundo financeiro possui inúmeras terminologias e na maioria das vezes, gente como a gente, que não tem tempo para estudar ou que ainda não tirou um tempinho para aprender sobre finanças, acaba ficando perdida com tantos nomes e termos que mais parecem códigos que ninguém pode saber.


Mas como a Herbig é gente como a gente também! Viemos ensiná-la certinho o que são esses termos e o que cada um deles significa. Vamos juntas?


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TAXA SELIC

A Taxa Selic é a abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Ela é a taxa básica de juros da economia e a sua meta é definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) a cada 45 dias.


É o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ela influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras.


CDI

Esse termo significa Certificado de Depósito Interbancário e é um investimento onde os bancos aplicam os recursos excedentes ou captam renda de outro banco para aumentar a liquidez.


Ele é um dos principais indexadores dos ativos existentes no mercado financeiro. Seu valor costuma acompanhar a Taxa Selic e é utilizado como referência de rendimento de LCIs / LCAs e CDBs, por exemplo. Esses três também são categorias de investimentos.


IGPM

O Índice Geral de Preços de Mercado é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e registra a inflação do país.


O IGPM é baseado nos preços que são coletados entre os dias 21 do mês anterior e o dia 20 do mês vigente. Este período é conhecido como mês de referência. Nessa conta são levados em consideração itens como, alimentação, transporte e vestuário.


INFLAÇÃO

Inflação é o aumento dos preços de bens e serviços. Ela implica diminuição do poder de compra da moeda. A inflação é medida pelos índices de preços. O Brasil tem vários índices de preços. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o índice utilizado no sistema de metas para a inflação.


DEFLAÇÃO

Fenômeno oposto à inflação; rarefação da moeda e do crédito; cálculo com que se obtém a evolução real de preços ou valores num determinado período, levando-se em conta a desvalorização da moeda.


IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Ampliado

É a partir dele que a inflação do país é medida. Baseia-se na evolução da cesta de consumo de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, pesquisados entre os dias 1°- e 30 de cada mês, abrangendo as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Belém, São Paulo, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do Município de Goiânia. É calculado pelo IBGE.


INPC - índice Nacional de Preços ao Consumidor

Média ponderada de índices elaborados pela fundação IBGE para dez regiões metropolitanas brasileiras (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Belém, São Paulo, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do Município de Goiânia).


O INPC é elaborado sob dois conceitos: o amplo, correspondendo a famílias com renda mensal entre 1 e 30 salários mínimos, e o restrito, correspondendo a famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos.


TR - TAXA REFERENCIAL

Calculada a partir da remuneração mensal média dos Certificados e Recibos de Depósito Bancários (CDB/RDB) emitidos à taxa de mercado prefixada, com prazo entre 30 a 35 dias, inclusive.


Esta taxa leva em consideração um redutor instituído pelo Banco Central e por ele alterado sempre que necessário, para garantir a competitividade da poupança frente aos demais produtos.


IOF - IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS

Tributo Federal que incide sobre as operações ativas dos bancos e seguradoras (empréstimos, descontos de letras de câmbio, prêmios de seguros, etc.) e sobre os saldos devedores em conta corrente.


CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Títulos de prazos fixos emitidos por bancos. Tipo de investimento que pode ser pré-fixado, pós-fixado ou flutuante.


FGC - FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é uma instituição privada que protege os investidores em caso de falência, liquidação ou alguma intervenção do emissor de um ativo.


Trata-se de uma garantia sobre modalidades, como poupança, CDB, LC, LCI e LCA, por exemplo, permitindo que o investidor resgate até R$250 mil em um dos casos supracitados.


Esse valor total é referente ao que foi aplicado por instituição financeira emissora do título e por CPF. Assim, se você possuir um valor maior do que esse, é muito importante que você diversifique os seus investimentos para outros emissores.


O objetivo principal do FGC é contribuir para a estabilidade do Sistema Financeiro, além de proteger os investidores.


LIQUIDEZ

Facilidade de a aplicação ser transformada em dinheiro sem que haja perdas do ativo.


Existem 2 tipos de liquidez: a diária e a no vencimento.

  • Liquidez diária

Um ativo que possui liquidez diária pode ser resgatado a qualquer momento.

  • Liquidez no vencimento

Nesse caso, você não pode retirar seu capital antes do prazo final do investimento.


CAPITAL

No sentido mais abrangente, é definido como o estoque de riqueza produzido e acumulado pelo homem. Engloba os meios de produção (as fábricas, os equipamentos, as matérias-primas), os bens produzidos e construídos.


Os recursos naturais, como a terra, os rios, as florestas, as jazidas do subsolo somente se convertem em capital quando o homem aplica neles as técnicas de produção. De forma muito imprecisa, o capital produtivo é representado pelo volume de ações e outros títulos do mercado financeiro.


BENCHMARK

Benchmark é um termo bastante usado no mercado financeiro. Significa a busca pelo que é considerado o padrão em qualquer tipo de prática.


O benchmark é utilizado em diversos fundos de investimento, a fim de definir uma meta de performance, que pode ser um percentual do CDI, por exemplo.


CORRETORA

Instituição intermediária na compra e venda de valores mobiliários.


Existem inúmeras corretoras hoje, e se você está iniciando no mundo financeiro, é importante entender como cada uma trabalha para alinhar com seus objetivos de investimentos.


CORRETAGEM

Taxa cobrada em operações financeiras e outros tipos de negócios, sempre que existir um intermediário entre vendedor e comprador: nas bolsas de valores, por exemplo, refere-se ao preço cobrado pelas corretoras nas operações de compra e venda de ações por conta de terceiros.


CETIP

A Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (CETIP) é a instituição integradora do mercado financeiro. Ela é uma organização de capital aberto que oferece serviços de registro, central depositária, negociação e liquidação de ativos e títulos.


Entre seus clientes, podemos citar corretoras, distribuidoras, consórcios e empresas de leasing, por exemplo.


Entre os serviços que são prestados pela CETIP estão o registro de títulos de renda fixa, o processamento de TDS e a liquidação de DOCs.


LASTRO

Quando você investe seu capital em uma determinada modalidade de aplicação, o sistema financeiro exige que a instituição financeira escolhida por você possua o valor (ou parte dele) aplicado em seu caixa.


CÂMBIO

Operação de troca de moeda nacional por moeda estrangeira – e vice-versa.


CORRETORA DE VALORES

Uma corretora de valores é uma instituição financeira que faz a ponte entre você e o mercado financeiro. Isso acontece porque uma pessoa física não tem acesso direto aos títulos de investimento.


Dessa forma, ele oferece ativos para que você possa investir e processar suas ordens de compra e venda.


O funcionamento de uma corretora é regulamentado pelo Banco Central (BC) e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Assim, ela necessita de uma autorização para poder atuar, mantendo seus investimentos seguros.


AMORTIZAÇÃO

Termo utilizado para parcelas pagas de financiamento. Quando se paga parcelas para diminuir o saldo devedor.


RENTABILIDADE

Esse é um dos termos mais importantes no mercado financeiro. É o retorno que você tem sobre o investimento que foi realizado. A rentabilidade pode ser definida por meio de taxas tanto pré quanto pós-fixadas, de vínculos com índices de inflação ou baseadas apenas na valorização, como acontece no mercado de ações.


ALÍQUOTA

Uma alíquota é um percentual aplicado para calcular o valor de algum tipo de imposto, como o Imposto de Renda.

Por exemplo, o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) tem alíquotas pré-definidas pelos governos estaduais para cada tipo de produto ou serviço. Assim, seus investimentos também estão sujeitos a alíquotas.


ATIVO E PASSIVO

Um ativo é um bem que uma organização ou pessoa tem. Assim, tudo o que pode ter algum valor atribuído a ele é um ativo.


Esse termo usado no mercado financeiro pode ser classificados como:

  • Ativos permanentes: bônus e ações

  • Ativos fixos: prédios, terrenos e direitos autorais, entre outros

  • Ativo diferido: aplicações em pesquisas e projetos, por exemplo


Já um passivo, é tudo aquilo que representa um gasto para você, como, por exemplo:

  • Passivo circulante: contas e impostos a pagar

  • Passivos a longo prazo: hipotecas e letras de câmbio

  • Resultados de Exercícios futuros: dinheiro que possa ser recebido adiantado

FMI - FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL

Organização financeira internacional criada em 1944, na Conferência Internacional de Bretton Woods (New Hampshire, EUA). É uma agência especializada da ONU, com sede em Washington, e que faz parte do sistema financeiro internacional, ao lado do BIRD - Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento.


O FMI foi criado com a finalidade de promover a cooperação monetária no mundo capitalista, coordenar as paridades monetárias (evitar desvalorizações concorrenciais) e levantar fundos entre os diversos países membros, para auxiliar os que encontrem dificuldades nos pagamentos internacionais. Quase todos os países relativamente industrializados, fazem parte da organização.


ÓRGÃOS REGULADORES

1. Conselho Monetário Nacional (CMN)

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é a autoridade máxima do sistema financeiro nacional. Ele foi criado em 1964 e tem como responsabilidade estabelecer a meta de inflação, que é medida pelo IPCA, regular ofertas de crédito, expedir normas para o funcionamento do mercado monetário e de câmbio.


Caberá aos demais órgãos do sistema financeiro fiscalizar todas as normas estabelecidas pelo CMN.

Este conselho é formado por três cadeiras: a presidência cabe ao Ministro da Economia (atualmente o ministro Paulo Guedes) e as demais ao presidente do Banco Central do Brasil (Bacen) e ao secretário Especial da Fazenda, do Ministro da Economia.


2. Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é um órgão regulador de investimentos que está subordinado ao CMN, mas que possui autonomia para criar as suas próprias normas de mercado.


Ele tem o papel de regular, fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários e o mercado de ações brasileiro.


Entre as principais funções da CVM estão: regular a bolsa de valores, normatizar fundos de investimentos, definir diretrizes para a emissão de ativos mobiliários, controlar os processos de abertura de capital de empresas, fiscalizar bancos de investimentos, corretoras de valores e agentes financeiros, elaborar regras para os participantes do mercado de capitais, entre outros.


3. Banco Central do Brasil (Bacen)

O Banco Central do Brasil também foi criado em 1964, junto com o CMN. Ele é o principal responsável pelo controle da inflação brasileira, fazendo esse controle por meio da regulação da quantidade de moeda disponível na economia. Sendo uma das suas funções a determinação da taxa SELIC, que é a taxa básica de juros da economia do país, na qual diversos investimentos e contratos são baseados.


Também é de responsabilidade do Bacen supervisionar todas as instituições financeiras que atuam no país, desde bancos tradicionais, corretoras de valores, fintechs, entre outras. Sendo que, quando algum tipo de problema é identificado em qualquer uma dessas instituições, o Bacen é o primeiro órgão a interferir.


4. Anbima

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades de Mercados Financeiro e de Capitais) é um órgão autorregulador de investimentos. Isso porque ela não é um órgão governamental, mas sim uma associação privada, que foi criada e é gerida pelos próprios atores do mercado financeiro.


Ainda, a Anbima é a responsável pela emissão e criação de regras e códigos que não são obrigatórios para as instituições financeiras, mas que estimulam boas práticas no mercado de capitais.


Além disso, todos os assessores de investimento que atuam no mercado precisam ser, obrigatoriamente, certificados pela Anbima.


5. Superintendência de Seguros Privados (Susep)

Outro órgão regulador de investimentos é a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que tem por responsabilidade fixar os termos dos contratos de seguro, capitalização e de previdência privada. Além disso, ela também é a responsável por fiscalizar se todas as normas e cláusulas dos contratos estão sendo cumpridas.


6. B3

A B3 foi criada em 2017 a partir da fusão da BM & FBOVESPA (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) e da CETIP (Central de Custódia e de Liquidação Financeira). O nome B3 vem das iniciais de Brasil, Bolsa e Balcão.


Todos os investimentos relacionados à renda variável do país são negociados por meio da B3. Portanto, as ações de empresas de capital aberto que atuam no Brasil são todas negociadas através dos pregões desta empresa.


Ela também é responsável por registrar diversas outras transações de investimentos, como em renda fixa e tesouro direto. Isso é feito pelo Canal Eletrônico do Investidor, no qual cada investidor poderá consultar como estão os seus ativos diretamente no site da B3.


7. Federação Brasileira de Bancos (Febraban)

Outro importante órgão que compõe o mercado financeiro brasileiro é a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A instituição foi criada com o intuito de representar os bancos brasileiros e os seus interesses e já recebeu diversas críticas por proteger somente os maiores bancos que existem no Brasil: Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Santander.


Apesar de a Febraban ser uma instituição privada, não é possível classificá-la como sendo um órgão autorregulador. Isso porque, por mais que ela tenha manuais de condutas e de boas práticas, ela não faz a fiscalização da aplicação destas normas e nem aplica penalizações caso elas não sejam cumpridas.


8. Associação Nacional de Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (Ancord)

O último órgão regulador de investimento que iremos tratar é a Associação Nacional de Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (Ancord). Esta associação representa empresas que atuam no mercado financeiro e todos os agentes autônomos de investimento.


Ainda, todas as pessoas que querem trabalhar como agentes autônomos de investimento devem ser certificados por meio da prova da Ancord. Este é o único órgão que tem autorização da CVM para realizar tal certificação.

Ela também oferece uma grande diversidade de cursos e treinamentos. O que é importantíssimo para conseguir estabelecer um bom padrão de atuação e boas práticas no mercado financeiro.


Espero que tenham gostado. Se tiverem qualquer dúvida não exitem em perguntar. Para conhecer nossos serviços é só ir até nosso site, lá tem todo o nosso portfólio financeiro.


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