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Pessoas que começaram a empreender na pandemia

Atualizado: Ago 17

A pandemia foi e ainda está sendo um desafio para todos. Especialmente, para empreendedores que viram seu negócio não resistir ao isolamento social que abalou o mundo e acelerou mudanças. No entanto, algumas pessoas viram na crise o impulso que precisavam para se reinventar e tirar ideias da gaveta, permitindo que começassem a empreender na pandemia. Esse foi o caso de Sheila Menegari que aproveitou o momento de incertezas que vivemos para criar seu negócio, a Autoamizade, e transformar vidas.



Olha só como foi a história dela


"Eu empreendo porque em determinado momento da minha vida senti que estava desperdiçando meu tempo e energia com um trabalho que já não fazia tanto sentido para mim."

Quando apliquei um Pareto (regra 80/20 que indica que 80% do seu desempenho e resultado de 20% de todo esforço empregado), percebi que fazia 20% (ou menos) do que me realizava, e o restante eram coisas que não me motivaram, além de não ser onde eu agregava mais valor. Então, entendi que o que eu queria não estava em outro emprego ou em outra empresa, mas sim na maneira como coloco meu propósito em prática.


Sempre tive a intuição de que outros caminhos me aguardavam, entretanto, a virada de chave aconteceu quando meu pai, após descobrir um câncer e receber todo o meu apoio, me perguntou: “parece que você se esconde, porque não mostra e se orgulha de como pode ajudar as pessoas?".


Lembro como se fosse hoje, aquilo foi determinante, além de ser um choque. Assim me questionei “o que estou fazendo com meu tempo e energia?”


Algum tempo depois meu pai partiu e não teve tempo para presenciar o efeito que aquela pergunta geraria em mim. Um ano após esse episódio, eu estava pedindo demissão. Com minha reserva de emergência pronta e toda a coragem que eu precisava para descobrir o que me esperava "fora da caverna".


Como eu comecei a empreender na pandemia, a transferência das atividades para plataformas online me ajudou muito a conseguir meus primeiros clientes, sem precisar de um espaço físico. Dito isso, meu maior desafio foi lidar com as emoções individuais e coletivas que nos assola. Também foi um desafio lidar com a crença e o reforço que todo mundo fazia "você vai pedir demissão no meio de uma pandemia? Tá louca?" Sim, estava louca de feliz, não pela pandemia, mas por ter tido coragem de escutar meu coração.



O papel da Rede Herbig na minha nova jornada


A Rede Herbig foi muito importante. Pois, poder compartilhar dores e angústias nos fortalece bastante, já que o aprendizado também é compartilhado, falou Sheila.


Expandir minha rede foi a primeira estratégia. Estourar as bolhas.


Rede Herbig é um grupo onde empreendedoras que participaram de uma de nossas mentorias dividem conhecimento e realizam parceria. Um espaço seguro no qual acontece muita troca e acolhimento. Onde ninguém solta a mão de ninguém.


Com uma boa rede de apoio você conhece tanta gente maravilhosa e diferente que desperta uma sensação de "meu Deus, sério que isso existe e tem gente que trabalha com isso? QUE DEMAIS"

A Herbig tem representado uma comunidade onde eu sei que encontrarei ajuda sobre qualquer tema que eu precise. Esse é o poder da rede. Além de ter tantas mulheres empreendedoras que me inspiram na minha jornada. Tá sendo incrível. Cada conversa do dia no grupo é uma aula para mim, falou Sheila.


Conheça a @autoamizade a empresa de consultoria e mentoria da Sheila que ajuda as pessoas a se tornarem suas melhores amigas.


Empreender em momentos de crise é possível


Assim como Sheila, muitas pessoas começaram um negócio no ano passado. Pois, segundo dados do Mapa das Empresas apresentado pelo Ministério da Economia em 2020 foram criados 3,1 milhões de novos CNPJs. Vejamos a seguir mais histórias de pessoas que ousaram empreender na pandemia e, agora, têm um novo negócio.


Alpha Cine Drive-in


Com os cinemas fechados, os proprietários de uma distribuidora de filmes foram buscar no passado a solução para permitir que o público continuasse acompanhando seus ídolos na telona.

Os cinemas drive-in voltaram com tudo a partir do mês de junho. Com isso, estacionamentos foram adaptados pela Alpha Cine Drive-in para as pessoas curtirem um cineminha de forma segura dentro do carro com sua família, mantendo o distanciamento social.



Dolado


Criada em julho de 2020, a startup Dolado desenvolveu uma plataforma online de gestão e venda para pequenos negócios, os mais afetados pelo lockdown, para substituir o jeito antigo de organizar e planejar, o caderninho, colocando essas empresas na rota da inovação.


Legacy Church


Fechadas durante a pandemia, as igrejas precisam transferir os cultos para as redes sociais. Diante disso, a empresa Seven Capital percebeu uma oportunidade de negócio e desenvolveu um aplicativo que centraliza as transmissões, bem como as demais atividades das comunidades religiosas num só lugar.


Marmitaria das Meninas


Com o auxílio emergencial que recebeu, uma empreendedora do Tocantins conseguiu abrir uma empresa de marmitas delivery. Vendendo através do app de mensagens WhatsApp e com a ajuda da família. Com o sucesso da iniciativa, a empresária já planeja um espaço físico para expandir seu negócio.


SoulNord


No começo da pandemia, quando não havia muita informação sobre o vírus, a recomendação era tomar banho toda vez que precisasse sair e voltasse para casa, incluindo cabelo e barba. O que levou muitos homens a raspar a barba.

Contudo, alguns não queriam abrir mão de suas barbas, assim, para ajudar o namorado a proteger sua barba, a empreendedora Lara Luiza criou um modelo de máscara para cobrir a longa barba de seu amado. Nascia assim a SoulNord.


Teres


Em casa, a empreendedora Alice Salerno percebeu que tinha mais roupas do que precisava em seu guarda-roupa, sendo que ela não foi a única. Mirando nesse público, a empresária fundou a Teres, empresa que cria roupas a partir das peças usadas que ela adquire de quem não precisa mais.


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