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Negócios de impacto socioambiental e como eles impactam positivamente a sociedade

Negócios de impacto socioambiental são modelos de negócios inovadores que apresentam soluções para problemas sociais ou ambientais. Sendo que são diferentes das empresas puramente comerciais e ONGs, que não têm como propósito geração de receita. Além disso, são empresas que atendem quatro princípios básicos:

  • Objetivo claro de proporcionar impacto socioambiental positivo;

  • Conhecem, avaliam e calculam periodicamente o impacto socioambiental causado na comunidade onde estão inseridas;

  • Geram renda própria através da comercialização de produto ou serviço;

  • Têm uma governança.

Negócios de impacto socioambiental têm origem em negócios sociais, essa expressão foi criada pelo professor e economista Muhammad Yunus na década de 1970. Natural de Bangladesh, o economista fundou um banco de microcrédito, o Grameen Bank, para atender as pessoas mais vulneráveis de seu país. A partir da experiência do banco Grameen ficou provado ser possível realizar negócios levando em conta a solução de problemas sociais. Depois, Yunus prototipou e desenvolveu vários outros negócios sociais, assim validando sua descoberta.

No nosso perfil no Instagram, todas as terças-feiras temos live com convidados. No dia 13 de julho contamos com a participação da Jéssica Bredel da @apodera.se e da Marina da @terradocelarbr empreendedoras da Rede Herbig. Que falaram um pouco sobre suas empresas e como negócios de impacto socioambiental estão transformando a nossa relação com o planeta e com o lucro.



Lucro e geração de impacto social é possível?


Acreditamos num mundo ideal, quase utópico mesmo, por isso, estamos batalhando pelo fim da fome mundial. Por uma transformação na mentalidade humana, para podermos provocar grandes mudanças no planeta Terra através de cada pessoa, falou Marina da Terra Doce Lar.

A Apodera também está nessa busca por um mundo mais igualitário, onde a mulher consiga estar a frente, ou em pé de igualdade com o homem. Somos uma rede de cuidados feito por mulheres para mulheres, onde queremos criar um mundo melhor especialmente às mulheres, falou Jéssica da Apodera.

Como consultoria de imagem é um serviço dentro do setor de moda onde queremos quebrar regras, a ideia é que a mulher alcance o autoconhecimento. Já que assim ela consegue mostrar para o mundo quem realmente é sem comparações e padrões de beleza. Visto que ao se conhecer a mulher vai transformando, gradualmente, o lugar onde ela vive, explica Jéssica sobre o serviço que oferece na Apodera.

“A gente acredita que precisa quebrar a estrutura dominante, olhar para o que vivemos, para o que falta, para o que é injusto e transformar” - completa Jéssica Bredel.

Vivemos numa realidade que quase tudo precisa de uma desconstrução, essas desconstruções são uma forma de provocar o desenvolvimento social. De perceber os modelos que estamos reproduzindo, nos entender como ser social, como ser que se relaciona, as relações que a gente constrói e estruturar relações mais saudáveis. Isso é o melhor impacto social que a gente pode fazer pensando no indivíduo e no todo, falou Marina.



Como o meu cuidar faz diferença no mundo?


A minha busca é por quebrar paradigmas, pela construção de um mundo novo, pelo senso de coletivo, pois, o que faz sentido é cocriar uma vida com mais significado para todos os seres/habitantes e natureza do planeta Terra. Pesquisa de novos caminhos, novas possibilidades de construção cultural e de organizar, organicamente. De uma forma abundante, próspera e feliz para todos, falou Mari Terra Doce Lar.

A preocupação da Apodera é o cuidar em relação à mulher, já que ela não é ensinada a se cuidar, mas sim, cuidar do outro. Isso muda completamente a sociedade, dado que uma mulher que se cuida automaticamente consegue realizar mais coisas, se relacionar melhor e ser mais feliz. Além de contribuir para uma sociedade melhor e menos machista. Isso tudo nos possibilita ver uma mudança na sociedade, acrescentou Jéssica Bredel.

A sociedade não foi ensinada a pensar no coletivo, mas ensinada que quanto mais poder você tem melhor é. Logo, estamos o tempo todo quebrando coisas que foram impostas para a gente, o grande lance da Apodera é esse cuidado que não é a gente que dá para a mulher, é ela mesmo que se permite. Já que a sociedade não proporciona isso para ela. Hoje a gente trabalha fora, situação que não acontecia no passado, e acredita que isso é uma vantagem. Entretanto, muitas mulheres enfrentam um acúmulo de funções como trabalhar, cuidar dos filhos, do marido e da casa. São coisas que a gente precisa lutar contra. Lembrar a mulher que ela precisa se cuidar em outras áreas, acreditamos que é isso que vai mudar aos poucos a sociedade, explica Jéssica.



Lucro e sustentabilidade econômica através dos negócios de impacto socioambiental


Hoje a gente vive imerso na cultura econômica da escassez, que parte da ideia de que o planeta Terra não tem recursos para todos. Quando acreditamos na insuficiência, que a Terra é limitada, que vai faltar, a gente quer garantir o nosso, quer garantir a sobrevivência da nossa família, por isso, competimos para armazenar. Pois, queremos garantir que vamos nos manter nesse cenário de crise. No entanto, quando estocamos estamos tirando um recurso de circulação, independente do que seja, explica Marina.

A cultura da posse está conectada à cultura da escassez, quando tiramos um recurso de circulação aumentamos o custo, dado que reduzimos a oferta. Se o custo do organismo está alto, acabamos sendo excludentes, visto que existem pessoas que não podem pagar. Então, essa premonição de falta de recurso se auto realiza, se trata de uma profecia autorrealizável. Logo, se trabalharmos a consciência podemos desconstruir essa estrutura e criar um método mais sustentável, acrescentou Marina.

Hoje a economia é muito baseada no recurso fiduciário, acontece que, hoje, já ficou claro que existem outros tipos de relações como a fluxonomia 4D, recursos multimoedas, criptomoedas e o tempo (como serviços voluntários e o banco de tempo). Assim, existem diversas formas de estabelecer trocas, além do dinheiro, que favorecem outros tipos de relação. Entretanto, como o recurso fiduciário tem tanto peso, já que o sucesso é medido pela quantidade de grana, impossibilita a ascensão de outros meios, completa Marina.

no caso do paradigma da abundância a gente parte da ideia de que temos recursos o suficiente para todos, que a Terra é abundante. Aliás, a natureza oferece tudo de graça, mas tiramos esse acesso de muitas pessoas, fazendo com que muitas enfrentem a fome. Dito isso, se entendermos que a Terra é farta deixamos de competir para colaborar e começamos a cocriar, falou Mari da Terra Doce Lar.

Tanto o negócio da Jéssica, quanto o negócio da Marina são focados em melhorar a vida das pessoas, seja através do empoderamento, ou de um modelo de negócio mais sustentável. Provando que é possível ter um negócio que se mantém e impacta positivamente o planeta. Para ver a entrevista completa: https://bit.ly/3kH4X1H


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